Elba Ramalho

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‘A dona do forró’

16 de dezembro de 2009

Este foi o título escolhido para a entrevista com Elba publicada no jornal Correio Braziliense, em que falou sobre sua carreira e a identificação com o forró.

Ritmos nordestinos
“Na companhia do Quinteto Violado, durante a turnê do espetáculo A feira, comecei a cantar baião, xote, coco, mas ao me fixar no Rio meu repertório tornou-se bem variado. Isso pode ser observado em meus três primeiros discos. A partir do quarto, o Alegria o foco sobre ritmos nordestinos aumentou. Passei a gravar bastante Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Dominguinhos, Cecéu. Gradualmente, e com grande prazer para mim, o Nordeste passou a estar mais presente em meu trabalho”.

Os heróis
“Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro inicialmente, Dominguinhos depois foram vistos por mim como heróis. Em 2002, fiz um disco inteiramente voltado para a obra de Seu Luiz, que resultou num dos meus trabalhos mais bem avaliados pela crítica. Em 2005, tendo Dominguinhos ao meu lado, revisitei a obra dele no CD Baião de dois, que me trouxe muita alegria”.

Novíssima geração
“No meu álbum mais recente, o Balaio de amor, com o Cezinha ao meu lado e me ajudando na pesquisa, descobri em Pernambuco novos forrozeiros. São compositores da novíssima geração, já conhecidos na região, mas que cuidei de apresentar ao país. Sem desrespeitar a tradição, eles propõem linguagem contemporânea para o forró, que continua sendo um ritmo autenticamente nordestino. No meu próximo disco, vou gravar mais três ou quatro nomes, entre os novos criadores do forró”.

Referência cultural
“O forró faz parte da minha vida desde sempre. Desde a tenra infância, ouvia muito em casa Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Marinês, que tornou-se referência cultural para mim. No começo da adolescência, descobri Beatles e o pessoal da MPB. No período do São João, porém, o gosto pelo forró reacendia, pois era parte importante do cardápio da festa”.

Forró eletrônico
“Todo mundo tem livre arbítrio para escolher o que ouvir. Não falta quem goste das bandas do chamado forró eletrônico, que não são da minha preferência. O pior é que alguns desses grupos têm partido para músicas apelativas, com letras de duplo sentido. Não gosto, mas respeito”.

Dia do forró
“A ideia de comemorar o Dia Nacional do Forró, na data de nascimento de Seu Luiz Gonzaga, é brilhante. Ninguém merece mais esta homenagem do que ele. Foi quem fez o Brasil voltar as vistas e os ouvidos para os ritmos nordestinos ainda na década de 1940, quando migrou para o Rio de Janeiro. O forró não era um ritmo, como baião, xote, xaxado e coco. Seu Luiz foi quem o institucionalizou”.

Para ler a reportagem completa, clique aqui.

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comentários

2 Comentários para “‘A dona do forró’”

WINDEMAR

dezembro 18th, 2009 at 15:22

Elba, você nunca mais gravou Djavan. Que tal observar a letra e a melodia de ‘LAMBADA DE SERPENTE”? Ninguém melhor que você para nordestinizar a música. Lembra quando você fez a versão de Pavão Mysteriozo (baioque 97)? Seria de repercussão parecida, acho.

Esteferson Barreto

dezembro 25th, 2009 at 10:13

Elba já gravou LAMBADA DE SERPENTE no songbook de Djavan. Uma belíssima releitura da canção.