Em entrevista ao site iBahia, Elba falou sobre a carreira e sua versatilidade como cantora. E sobre a maratona de shows na época de São João.
Leia abaixo momentos da entrevista.
A relação com o forró
A melhor e a mais abrangente possível. É uma relação de extrema intimidade e prazer porque é uma música alegre. Eu gosto de cantar e gosto de dançar, eu gosto do ritmo. Eu semeei isso a vida toda e quanto mais eu canto mais eu gosto. Tem uma outra Elba que também pode cantar samba, blues, choro, mas a musica é transcendental, tem uma função divina de ocupar todos os espaços. Mas o forró é o meu verdadeiro chamego.
Experiência como atriz
Eu acho que tem cantor, tem artista, tem estrela e tem a cantora que é mais reclusa, mais fechada no palco. Eu, pelo contrário, tenho uma dimensão do que é ser atriz e o teatro me deu a régua e o compasso, me deu uma postura cênica de dança, de me comunicar e dar uma interpretação mais dramática as músicas que eu canto.
Balaio de Amor
Nem todas as canções são realmente inéditas. Algumas já foram gravadas lá em Recife, mas sem muita repercussão. Eu acho que quando eu me aproprio da canção, pela qualidade de intérprete que eu sou e pela minha personalidade, a canção se renova. Esse disco parece todo novo para o Sul. Quase ninguém lá conhece os compositores, com exceção de Dominguinhos e Nando Cordel. Os outros são de uma nova geração de compositores. O Cezinha, que toca comigo, foi quem me apresentou a esses novos compositores e me inspirou a fazer o álbum. Ele produziu e fez os arranjos. O amor está sempre no coração das pessoas e eu acho que o disco ficou muito bom.
Maratona de shows na época das festas de São João
Tenho praticamente um show por dia, só não consigo fazer dois por dia porque a estrutura é muito grande. Eu começo agora e só paro no dia primeiro de julho.
