Elba Ramalho

Popular Brasileira

1989 - Polygram

Neste disco, Elba gravou as canções “Jogo de cintura” e “Vê estrelas”, de Nando Cordel, além de “Popular Brasileira”, de Moraes Moreira e “A roda do tempo”, de Lenine e Braulio Tavares.

Jogo de Cintura

(Nando Cordel)

63567792/ Aconchego

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Você tem que ter
Jogo de cintura
 
Olho na mistura
Não se incomodar
De vez em quando nessa vida
A gente engole um caô
Pra se arrumar
Pra namorar
Pra ser feliz
Pra ter amor
 
E a ô
Isso aqui vai melhorar
E a ô
Se a gente se enganchar
 
E a ô
Era bom que fosse já
Você quer, eu também quero
Ta faltando começar

Cheiro Moreno

(Paulo Debétio/ Paulinho Rezende)

63567741/ Aconchego

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Me leva meu bem-querer
Pra me banhar
Na delícia do teu cheiro, morena
Eu vim te namorar
 
A razão da minha vida
É atiçar seu coração
Pois eu sou tão moço ainda
Pra sofrer de solidão
Fui na fonte do desejo
Beber água e não achei
E a sede do seu beijo
Até hoje não matei
Sem seus olhos não me vejo
Depois que seu gosto provei

Sem seus olhos não me vejo
Depois que seu gosto provei
 
Apesar da pouca idade
Cedo eu tive que aprender
Que a saudade é uma vontade
Muito doida de te ver
Tenho andado tão carente
Da malícia desse olhar
Coração ficou doente
Me pediu pra te chamar
Tem paixão que não se explica
Onde bate fica até sangrar
Tem paixão que não se explica
Onde bate fica até sangrar

Agora é Sua Vez

(Zinho)

63567750/ Phonogram

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Eu já tomei de conta
Eu já dei o meu recado
Já fiz meu peneirado
Com você no forrozão
 
Meu bem não diga não
Meu bem diga que sim
Agora é sua vez
De tomar de conta de mim
 
Vem pra cá meu amor

Vem pra cá meu amor
Vem tomar de conta do meu coração
Mas se você disser que não
Não tem quentura no salão
Chega pra cá, vem se espalhar, meu bem
Que a noite é nossa, não se importe com ninguém
Meu bem
Aqui no forrozão

Por favor não diga não
Vem pra cá meu bem querer
E nessa brincadeira
Quem vai tomar de conta de mim é você

Vê Estrelas

(Nando Cordel)

635667768/ Aconchego

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É hoje que a gente vê
Estrelas
É hoje que a gente faz
Amor
 
Que bom, que bom querer
Você
Que bom, que bom querer
Você
 
Tudo é festa, é fôlego
Vem chegando maneiro
Teu olhar feiticeiro
Me prendeu
 
Não tem jeito, eu te quero
Balançando em meu corpo
Pra provar desse gosto
Que é só seu

Sem Saída

(Dominguinhos/ Fausto Nilo)

635667776/ Intersong/ Pão e Poesia

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Eu nem queria pensar em você
Mas não consigo evitar
Você só faz prometer, prometer
Eu já cansei de esperar

Teu futuro não suporta minha paixão
Meu presente é teu amor fora de hora
Faça comigo o que você quiser
Eu faço tudo por puro prazer
Não consigo te dizer que não
 
Quantas vezes o amor me deixou
Sem saída
Quantas mil tentativas de um dia mudar
Esquecer nosso caminho
Me perder noutros carinhos
Mas agora nem dá tempo de pensar
 
Faça comigo o que você quiser
Eu faço tudo de amor com você
 
Pouco importa o dia de amanhã
 
Faça comigo o que você quiser
Eu faço tudo de amor com você
Pouco importa o dia de amanhã

Popular Brasileira

(Moraes Moreira/ Fred Góes)

635667784/ Sempre Viva

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Foi pra Cuba dançar rumba
Foi pras ilhas de lá filha
Do Brasil foi levar samba
Frevos e maracatus
 
Quem olhasse em seus olhos via
A ciranda girando tinha

Um sabor de mestiça pele
Lembrança da Bahia
 
Sapatilhas de ponta amor
Fiz o chão e a cada passo
Se você me levar eu vou
Estreitar nossos laços
 
Amizade e estima são
Nordestina alegria sim
Diz que tem que ter solução
Guerrilheira ai de mim
 
É bonita, erudita popular brasileira
Deixe o vento levar o som
Não tem fronteiras

A Roda do Tempo

(Lenine/ Bráulio Tavares)

635667733/ Phonogram

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Diz que o tempo é um mistério (deixa falar)
Que cura qualquer paixão (deixa falar)
Quem disse não conhecia
Essa dor que noite e dia
Martela meu coração
 
A roda do tempo gira (deixa girar)
Para a frente e para trás (deixa girar)
Meu baralho eu já tracei
Se você jogar um rei
Eu tenho que jogar um ás
 
Eu me criei
Escutando a melodia; é
Da ventania castigando a beira-mar; é
Me acostumei
No tombo da ribanceira
Quem sabe subir ladeira
Não tem pressa de chegar
 
Quem pensa que o céu é perto (deixa pensar)
E é só estender a mão (deixa pensar)
Fica mal acostumado:
Vive com o braço esticado
E os pés fora do chão
 
Mas a vida vai passando (deixa passar)
Como o céu muda de cor; (deixa passar)
Cada curva do caminho
Me leva devagarinho
Mais perto do teu amor
 
Eu me criei
Escutando a melodia; é
Da ventania castigando a beira-mar; é
Me acostumei
No tombo da ribanceira
Quem sabe subir ladeira
Não tem pressa de chegar

Agarradinho Com Você

(Nando Cordel)

635667733/ Phonogram

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Você é doce, é saboroso
É de endoidar
Na tua prata eu quero sempre mergulhar
Você é flor, é meu caminho
Quando vacila é meu espinho
Anjo da guarda, meu escudo
E meu luar
 
Me dá, me dá, me dá
Meu coração descontrolou
Eu quero, eu quero, eu quero
Viajar no teu amor

Voar, voar, voar
Me desmanchar, virar prazer
Morar numa estrela
Agarradinho com você

Me Perdoa

(Tadeu Mathias)

635678814/ Intersong

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Eu passei por cima
De algumas coisas tuas
Eu pequei
Não respeitado teus espaços
Mas a vida ensina
E eu voltei
 
Pra seguir viagem
Se você não me quer de volta
Vou seguir andando
Largada pela vida
Me perdoa amor
Hoje eu estou aqui
 
É tão bom quando surge algo novo
Que desperta uma nova paixão
Mas a cabeça se perde no tempo
E a gente segue em direção
E assim completamente louca
 
Agindo da pior maneira
 
Eu errei
Mas quando o coração aperta
Aí a saudade acerta
E eu voltei
Me perdoa amor
Hoje eu estou aqui

Saga da Amazônia

(Vital Farias)

63567822/ Direto

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Era uma vez na Amazônia
A mais bonita floresta
Mata verde, céu azul
A mais imensa floresta
No fundo d’água as iaras
Caboclo, lendas e mágoas
E o rio puxando as águas
Papagaios periquitos
Cuidavam de suas cores

Os peixes singrando os rios
Curumins cheios de amores
Sorria o jurupari
Uirapuru seu porvir
Era flora, fauna, frutos e flores
Toda mata tem caipora
Para a mata vigiar
Veio caipora de fora
Para a mata definhar
E trouxe dragão de ferro
Pra comer muita madeira
E trouxe em estilo gigante
Prá acabar com a capoeira
Fizeram logo o projeto
Sem ninguém testemunhar
Prá o dragão cortar madeira
E toda a mata derrubar
Se a floresta meu amigo
Tivesse pé prá andar

Eu garanto meu amigo
Com o perigo não tinha ficado lá
O que se corta em segundos
Gasta tempo prá vingar
E o fruto que dá no cacho prá gente se alimentar?
Depois tem o passarinho, tem o ninho, tem o ar
Igarapé rio abaixo, tem riacho e esse rio que é um mar
Mas o dragão continua na floreta a devorar
E quem habita essa mata
Prá onde vai mudar?

Corre índio, seringueiro, preguiça, tamanduá,
Tartaruga pé ligeiro, corre-corre tribo dos kamayurá
No lugar que havia mata
Hoje há perseguição
Grileiro mata posseiro
Só prá lhe roubar o chão
Castanheiro, seringueiro, já viraram até peão
Afora os que morreram
Como ave de arribação
Zé de Nana ta na prova

Naquele lugar tem cova
Gente enterrada no chão
Pois mataram o índio que matou grileiro, que matou posseiro
Disse um castanheiro para um seringueiro

Que um estrangeiro roubou seu lugar
Foi então que um violeiro
 
Chegando na região
Ficou tão penalizado e
Escreveu essa canção
E talvez desesperado com devastação
Pegou primeira estrada, sem rumo, sem direção
Com olhos cheios de água
Sumiu levando essa mágoa
Dentro do seu coração
Assim termino essa história
Para gente de valor
Prá gente que tem memória
Muita crença, muito amor
Prá defender o que ainda resta
Sem rodeio, sem aresta
Era uma vez uma floresta
Na linha do Equador.