Elba Ramalho

Elba canta Luiz

2002 - Sony BMG

Disco em homenagem ao mestre Luiz Gonzaga, é repleto de clássicos do cancioneiro popular brasileiro, como “O Xote das meninas” e “Vem Morena”. Elba também gravou canções pouco conhecidas do Rei do Baião.O CD tem participações especiais de Dominguinhos (“Canta Luiz”), Fubá de Taperoá e Dió Araújo (“Calango Da Lacraia’) e Zeca Pagodinho (“O Xamego de Guiomar”).

Danado De Bom

(Luiz Gonzaga/João Silva)

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Ta é danado de bom
Ta é danado de bom, meu cumpade
Ta é danado de bom
Forrozinho, bonitinho
Gostosinho, safadinho
Danado de bom

Olha macambira na zabumbaq
Zé Cupira no triângulo
E mariano no gonguê
Olha, meu cumpadre na viola
Meu sobrinho na manola
E Cipriano no mele

Olha a meninada nas cuié
Ta sobrando capilé
E já tem bebo pra dana
Tem nego grudado que nem piolho
Tem nega piscando o olho
Me chamando pra dançar

Ta que forrozinho de primeira
Já num cabe forrozeira
E cada vez chegando mais
Tá da cozinha e do terreiro
Sanfoneiro, zabumbeiro
Pra frente, pras trás

Olha, meu cumpade Damião
Pode apagar o lampião
Que ta querendo clarear
Agüenta o fole, meu cumpadre bororó
Que esse é o tipo do forró
Que num tem hora pra parar

A Sorte É Cega

(Luiz Guimarães)

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Meu amor, quando eu te vejo
Fico a suspirar
Por que é que tu não vê
Que eu vivo a te esperar

Passarinho na gaiola
Vive sempre a cantar
Passa fome, passa sede
Sem pedir, sem reclamar

Mas existe a diferença
Passarinho eu não sou
Minha fome, minha sede
É teu carinho, é teu amor

Meu amor quando eu te vejo
Fico a suspirar
Por que é que tu não vê
Que eu que eu estou a te esperar

Dizem que a sorte é cega
Só agora acreditei
Porque tu gosta de mim
Meu amor, isso eu não sei

Se ao menos eu pudesse
Alimentar esta ilusão
Que ficou dentro de mim
Machucando o coração

Quer Ir Mais Eu

(Luiz Gonzaga/ Miguel Lima)

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Quer ir mais eu, vamo
Quer ir mais eu, vambora
Quer ir mais eu, vamo
Quer ir mais eu, vambora

Vambora, vambora sem demora
Deixa a roupa na corda
Que não vai chover agora

Mas se você quiser ficar
Eu vou ali, vou ali e volto já
Mas pelo sim, pelo sim, pelo não
Deixa na geladeira água tônica e limão

O Xote Das Meninas

(Luiz Gonzaga/ Zé Dantas)

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Mandacaru quando fulôra na seca
É o sinal que a chuva chega no sertão
Toda menina que enjoa da boneca
É sinal que o amor
Já chegou no coração
Meia comprida, não quer mais sapato baixo
Vestido bem cintado
Não quer mais vestir timão

Ela só quer, só pensa em namorar
Ela só quer, só pensa em namorar
Ela só quer, só pensa em namorar
Ela só quer, só pensa em namorar

De manhã cedo, já ta pintada
Só vive suspirando
Sonhando acordada
O pai leva ao douto
A filha adoentada
Não come, não estuda
Não dorme, não quer nada

Mas o douto nem examina
Chamando o pai de lado
Lhe diz logo em surdina:
O mal é da idade
E que pra tal menina
Não há um só remédio
Em toda medicina

O Xamego Da Guiomar

(Luiz Gonzaga/ Miguel Lima)

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Acho muito interessante
O xamego da Guiomar
Ela diz a todo instante
Que comigo vai casar
Eu não creio muito nisso
Ela sabe muito bem
Aceito o compromisso
Pela “gaita” que ela tem

Por causa dela eu já perdi
A calma e o sossego
Credo, nunca vi tanto xamego
Pois a Guiomar está doidinha pra casar
E eu também não to aqui pra bobear

Todo mundo sabe, todo mundo diz
Que ela tem por mim um grande apego
Porém, não ata nem desata
Com a bossa do xamego
Assim não há quem possa
Ter calma, ter sossego
Mas digo francamente
E posso até jurar
Que a “gaita” da Guiomar vai se casar

Vem, Morena

(Luiz Gonzaga/ Zé Dantas)

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Vem, morena, por meus braços
Vem, morena, vem dançar
Quero ver tu requebrando
Quero ver tu requebrar
Quero ver tu remexendo
No resfulego da sanfona
Inté que o sol raiar

Esse teu fungado quente
Bem no pé do meu pescoço
Arrepia o corpo da gente
Faz o veio ficar moço
E o coração de repente
Bota o sangue em arvoroço

Esse teu suor sargado
É gostoso e tem sabor
Pois o teu corpo suado
Com esse cheiro de fulo
Tem um gosto temperado
Dos temperos do amor

Orélia

(Humberto Teixeira)

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Caminheiro sem destino
O destino é Deus quem dá
Sempre em paz comigo mesmo
Coração só pra cantar
Um xamego hoje aqui
Amanhã, um dengo acolá
E o pó das estrada apagando
Os xodós que eu tive por lá
Foi entonce que ela surgiu
Tava escrito Orélia chegar

Orélia, ai, ai, Orélia
Só de olhar teu olhar magneto
Vi logo o meu fim
Que paixão, foi um choque da peste
Meu corpo tremeu que nem curumim

Orélia, ai, ai, Orélia
Ai, bichinha, se tu me deixar
Vai ser muito ruim
Faço arte no leste e no oeste
No sul, no nordeste
Dou cabo de mim

Sorriso Cativante

(Anastácia/ Dominguinhos)

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Quando chgo no meu rancho
Vejo minha moreninha
De sorriso cativante
Eu sacudo a poeira da estrada
E os contratempos da vida
Deixo em lugar distante
Minha paz ta ali dentro
Essa moreninha é meu calmante

Troço gostoso é o amor
E coisa gostosa é querer bem
É uma fogueira bem acesa
E a quentura da fogueira
Só faz bem
Quando chego perto da morena
Sinto que eu pego fogo também

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Aquilo Bom (Garotas Do Leblon)

(Luiz Gonzaga/ Severino Ramos)

Quando eu me encontro
Com as garotas do Leblon
Chega a ser aquilo bom
Aquilo bom
É Maricota, é mariquita e marion
Chega ser aquilo bom, aquilo bom

Tem uma moreninha
E tem uma loira sofisticadinha
Chega a ser aquilo bom, aquilo bom

Quando chega o domingo
Vou correndo pro Leblon
Chego na praia
Tibungo com as meninas
Chega ser aquilo bom, aquilo bom
Chega ser aquilo bom, aquilo bom


Facilta

(Dominguinhos/ Poeta Oliveira)

Comadre Joana sempre reparou
A minissaia que a filha tem
O namorado se invocou também
E certo dia pra ela falou:

Tua saia, Bastiana, termina muito cedo
Tua blusa, Bastiana, começa muito tarde

Mas ela repondeu: oi, facilita
Pra dançar o xenhenhém, oi, facilita
Pra peneirar o xerém, oi, facilita
Pra dançar na gafieira, oi, facilita
Pra mandar pra lavadeira, oi, facilita
Pra correr na capoeira, oi, facilita
Pra subir no caminhão, oi, facilita
Pra passar no ribeirão, oi, facilita


O Cheiro da Carolina

(Amorim Roxo/ Zé Gonzaga)

Carolina foi pro samba, Carolina
Pra dançar o xenhenhém, Carolina
Todo mundo caidinho, Carolina
Pelo cheiro que ela tem, Carolina
Hum, hum, hum, Carolina
Hum, hum, hum, Carolina
Hum, hum, hum, Carolina
Pelo cheiro que ela tem

Gente que nunca dançou, Carolina
Nesse dia quis dançar, Carolina
Só por causa do cheirinho, Carolina
Todo mundo tava lá, Carolina
Hum, hum, hum, Carolina
Hum, hum, hum, Carolina
Hum, hum, hum, Carolina
Todo mundo tava lá

Foi chegando o delegado, Carolina
Pra olhar os que dançava, Carolina
O xerife entrou na dança, Carolina
E no fim também cheirava, Carolina
Hum, hum, hum, Carolina
Hum, hum, hum, Carolina
Hum, hum, hum, Carolina
E no fim também cheirava

Xamego

(Luiz Gonzaga/ Miguel Lima)

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O xamego dá przer
O xamego faz sofrer
O xamego às vezes dói
E às vezes não
O xamego às vezes rói o coração
Todo mundo quer saber o que é xamego

Ninguém sabe se ele é branco
Se é mulato ou negro

Quem não sabe o que é xamego
Pede pra vovó
Que já tem setenta anos
E ainda quer xodó
E reclama noite e dia
Por viver tão só

Ai, que xodó, que xamego
Ai, que chorinho bom
Chega (toca) mais um bocadinho
Sem sair do tom
Meu compadre chegadinho
Ai, que xamego bom
Ai, que xamego bom
Ai, que xamego bom

Numa Sala De Reboco

(José Marcolino/ Luiz Gonzaga)

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Todo tempo quanto houver
Pra mim é pouco
Pra dançar com meu benzinho
Numa sala de reboco

Enquanto o fole
Tá tocando, tá gemendo
Vou dançando e vou dizendo
Meu sofrer pra ela só
E ninguém nota
Que eu to lhe conversando
E nosso amor vai aumentando
E pra que coisa mais melhor

Só fico triste
Quando o dia amanhece
Ai, meu Deus, se eu pudesse
Acabar separação
Pra nós viver
Igualado a sanguessuga
E nosso amor pede mais fuga
Do que essa que nos dão

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Calango Da Lacraia

(Luiz Gonzaga/ Jeová Portela)

Eu vou te contar um caso
Você ri que se escangaia
A mulher do Zé Maria
Foi dançar, caiu a saia

Calogotango
Do calango da lacraia
Meu cabrito tá na corda
Meu cavalo ta na baia

Minha filha não se casa
Com homem que não trabaia
Trabaiador quando é bom
Segunda-feira não faia

No lugar que eu jogo bola
Não quero jogo de maia
Também quero ser direito
Você mesmo me atrapaia

Desaforo de mineiro
É chamar nortista de tráia
O nortista puxa a faca
Mineiro puxa a navaia


Nega Zefa

(Severino Ramos/ Noel Silva)

Gente, olha a Zefa
Como dança o xaxeado
Êta, nega da mulesta
Do cabelo arrepiado

É bonito a gente ver
A nega no salão
Todo mundo fica olhando
A nega tipo violão

É bonito a gente ver
A nega no salão
Êta, nega da mulesta
Pra dançar coco e baião

A nega não é mineira, não
A nega não é baiana, não
Se não é pernambucana
Vixe, que a nega é paraibana


Coco Xeem

(Severino Ramos/ Jaci Santo)

Tome tenência no coco, mulher
É coco xeem
Feito pra dançar
Tome tenência no coco, mulher
Tome tenência no coco
Vamo coco vadiar

Só nas cadeira dessa nega bole-bole
Que parece até o fole
Da sanfona do Neném
Olha as cadeira dessa nega
Tem o molho
Todo mundo bota o olho
Quando dança o xeem

Xeem, xeem, xeem
Todo mundo bota o olho
Quando dança o xeem

E quando chego lá na sede
Do cunheca
Eu fico logo sapeca
Quando a nega diz que vem
Falo que a preta é feia
Mas eu dou valor
Pois a nega é mesmo um show
Quando dança o xeem

Xeem, xeem, xeem
Pois a nega é mesmo um show
Quando dança o xeem

Canta Luiz

(Dominguinhos/ Poeta Oliveira)

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Canta Luiz, canta Luiz
Tua sanfona e teu cantar me faz feliz
Toca Luiz, canta pra nós
Quero dormir, acordar com tua voz

Uma sanfona, gibão e chapéu de couro
E o cantar desse grande sanfoneiro
Sua canção já completou bodas de ouro
Sendo cantada nos rincões do mundo inteiro

Vai, asa branca, cantar lá no Juazeiro
Que o assum preto já chegou pra te escutar
Diz acauã que me espere no umbuzeiro
Que o carão já está começando a cantar