músicas
- Anunciação
- Leão do Norte
- Banquete dos Signos
- Plic Plá / Forró Pesado / Forró do Xenhenhem
- Na Base da Chinela / Qui Nem Jiló / Eu Só Quero um Xodó
- Espumas ao Vento
- Gostoso Demais
- É Só Você Querer
- Morena de Angola
- Pavão Misterioso
- O Meu Amor
- Forró na Gafieira
- De Volta Pro Aconchego
- Recife Nagô
- Queixa
- Cravo Vermelho / Ciranda da Rosa Vermelha
- Canta Coração
- Chorando e Cantando
- Veja (Margarida)
- Chão de Giz
- Admirável Gado Novo
- Chuva de Sombrinhas
- Tropicana
- Frevo Mulher
- Ave Maria
Anunciação
(Alceu Valença)
Na bruma leve das paixões que vêm de dentro
Tu vens chegando prá brincar no meu quintal
No teu cavalo peito nu, cabelo ao vento
E o sol quarando nossas roupas no varal
Tu vens, tu vens
Eu já escuto os teus sinais
Tu vens, tu vens
Eu já escuto os teus sinais
A voz do anjo sussurrou no meu ouvido
Eu não duvido já escuto os teus sinais
Que tu virias numa manhã de domingo
Eu te anuncio nos sinos das catedrais
Tu vens, tu vens
Eu já escuto os teus sinais
Tu vens, tu vens
Eu já escuto os teus sinais
Leão do Norte
(Lenine / Paulo César Pinheiro)
Sou o coração do folclore nordestino
Eu sou Mateus e Bastião do boi bumbá
Sou um boneco de mestre Vitalino
Dançando uma ciranda em Itamaracá
Eu sou um verso de Carlos Pena Filho
Num frevo de Capiba
Ao som da Orquestra armorial
Sou Capibaribe num livro de João Cabral
Sou mamulengo de São Bento da Una
Vindo num baque solto de um Maracatu
Eu sou um auto de Ariano Suassuna
No meio da feira de Caruaru
Sou Frei Caneca do Pastoril do Faceta
Levando a flor da Lira pra nova Jerusalém
Sou Luiz Gonzaga
E eu sou do mangue também
Eu sou mameluco
Sou de Casa Forte
Sou de Pernambuco
Sou Leão do Norte
Sou Macambira de Joaquim Cardoso
Banda da Pife no meio do carnaval
Na noite dos tambores silenciosos
Sou a calunga revelando o carnaval
Sou a folia que desde lá de Olinda
O homem da meia noite
Eu sou puxando esse cordão
Sou jangadeiro na festa de jaboatão
Banquete dos Signos
(Zé Ramalho)
Discutir o cangaço com liberdade
É saber da viola, da violência
Descobrir nos cabelos inocência
É saber da fatal fertilidade
Descobrir a cidade na natureza
Descobrir a beleza dessa mulher
Descobrir o que der boniteza
Na peleja do homem que vier
Quando vier
Descobrir no bagaço dos engenhos
No melaço da cana mais um beijo
Descobrir os desejos que não tem cura
Saracura do brejo na novena
Descobrir a serena da natureza
Descobrir a beleza dessa mulher
Descobrir o que der boniteza
Na peleja do homem que vier
Quando vier
Descobrir no bagaço dos engenhos
No melaço da cana mais um beijo
Descobrir os desejos que não tem cura
Saracura do brejo na novena
Descobrir a serena da natureza
Descobrir a beleza dessa mulher
Descobrir o que der boniteza
Na peleja do homem que vier,
Quando vier
Plic Plá
Forró Pesado
Forró do Xenhenhem
Participação especial: Cristina Amaral
Morena forrozeira do cangote suado
Tô ficando arriado com você meu bem
Com esse rebolado teu corpinho fica mole
E nesse bole-bole, nesse vai-e-vem
O coração da gente chega lateja
A gente só deseja passar bem
Com você meu bem
No xenhenhém, no xenhenhém, no xenhenhém
Quem foi esse inteligente que inventou o forró
Fez a morena levantar pó
Ele é um artista
Trabalhou bem
E a morena forrozeira é de quem
Estiver disposto pra ganhar no xenhenhém
Xenhenhém, xenhenhém, xenhenhém
Xenhenhém, xenhenhém, xenhenhém
Xenhenhém, xenhenhém, xenhenhém
Vou fazer tudo pra ganhar no xenhenhém
Na Base da Chinela
Qui Nem Jiló
Eu Só Quero um Xodó
Espumas ao Vento
Participação especial: Flávio José
Sei que aí dentro ainda mora um pedacinho de mim
Um grande amor não se acaba assim
Feito espumas ao vento
Não é coisa de momento, raiva passageira
Mania que dá e passa, feito brincadeira
O amor deixa marcas que não dá pra apagar
Sei que errei tô aqui pra te pedir perdão
Cabeça doida, coração na mão
Desejo pegando fogo
E sem saber direito a hora e o que fazer
Eu não encontro uma palavra para te dizer
Ah! se eu fosse você eu voltava pra mim de novo
E uma coisa fique certa, amor
A porta vai estar sempre aberta, amor
O meu olhar vai dar uma festa, amor
Na hora que você chegar
Sei que errei tô aqui pra te pedir perdão
Cabeça doida, coração na mão
Desejo pegando fogo
E sem saber direito a hora e o que fazer
Eu não encontro uma palavra só pra te dizer
Ah! se eu fosse você eu voltava pra mim de novo
Gostoso Demais
(Dominguinhos / Nando Cordel)
Tô com saudade de tu, meu desejo
Tô com saudade do beijo e do mel
Do teu olhar carinhoso
Do teu abraço gostoso
De passear no teu céu
É tão difícil ficar sem você
O teu amor é gostoso demais
Teu cheiro me dá prazer
Quando estou com você
Estou nos braços da paz
Pensamento viaja
E vai buscar meu bem -querer
Não posso ser feliz, assim
Tem dó de mim
O que eu posso fazer
É Só Você Querer
Participação especial: Cezinha
O meu amor é seu
É só você querer
Eu faço qualquer coisa
Prá ficar com você
Te dou meu coração
E o que você sonhar
Você não sabe como é grande
Essa vontade de te amar
Você tem o perfume da manhã
Eu fico doidinha prá cheirar
A tua boca é uma romã
Eu fico doidinha prá beijar
Você é minha luz e eu vou seguir
Porque sei que posso me dar bem
O meu coração me diz
Igual a tu não tem ninguém
Morena de Angola
(Chico Buarque)
Morena de Angola
Que leva o chocalho amarrado na canela
Será que ela mexe o chocalho
Ou o chocalho é que mexe com ela
Será que a morena cochila
Escutando o cochicho do chocalho
Será que desperta gingando
E já sai chocalhando pro trabalho
Morena de Angola
Que leva o chocalho amarrado na canela
Será que ela mexe o chocalho
Ou o chocalho é que mexe com ela
Será que ela tá na cozinha
Guisando a galinha à cabidela
Será que esqueceu da galinha
E ficou batucando na panela
Será que no meio da mata,
Na moita, a morena inda chocalha
Será que ela não fica afoita
Pra dançar na chama da batalha
Morena de Angola
Que leva o chocalho amarrado na canela
Passando pelo regimento
Ela faz requebrar a sentinela
Morena de Angola
Que leva o chocalho amarrado na canela
Será que ela mexe o chocalho
Ou o chocalho é que mexe com ela
Será que quando vai pra cama
A morena se esquece dos chocalhos
Será que namora fazendo
Bochincho com seus penduricalhos
Morena de Angola
Que leva o chocalho amarrado na canela
Será que ela mexe o chocalho
Ou o chocalho é que mexe com ela
Será que ela tá caprichando
No peixe que eu trouxe de benguela
Será que tá no remelexo
E abandonou meu peixe na tigela
Será que quando fica choca
Põe de quarentena o seu chocalho
Será que depois ela bota
A canela no nicho do pirralho
Morena de Angola
Que leva o chocalho amarrado na canela
Eu acho que deixei um cacho
do meu coração na catumbela
Morena de Angola
Que leva o chocalho amarrado na canela
Morena, bichinha danada,
Minha camarada do mpla
Pavão Misterioso
(Ednardo)
Pavão misterioso
Pássaro formoso
Tudo é mistério
Nesse teu voar
Ai se eu corresse assim
Tantos céus assim
Muita história
Eu tinha prá contar…
Pavão misterioso
Nessa cauda
Aberta em leque
Me guarda moleque
De eterno brincar
Me poupa do vexame
De morrer tão moço
Muita coisa ainda
Quero olhar…
Pavão misterioso
Pássaro formoso
Tudo é mistério
Nesse seu voar
Ai se eu corresse assim
Tantos céus assim
Muita história
Eu tinha prá contar…
Pavão misterioso
Pássaro formoso
No escuro dessa noite
Me ajuda, cantar
Derrama essas faíscas
Despeja esse trovão
Desmancha isso tudo, oh!
Que não é certo não…
Pavão misterioso
Pássaro formoso
Um conde raivoso
Não tarda a chegar
Não temas minha donzela
Nossa sorte nessa guerra
Eles são muitos
Mas não podem voar…
O Meu Amor
(Chico Buarque)
Participação especial: Alcione
O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
E que me deixa louca
Quando me beija a boca
A minha pele toda fica arrepiada
E me beija com calma e fundo
Até minh’alma se sentir beijada
O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
Que rouba os meus sentidos
Viola os meus ouvidos
Com tantos segredos lindos e indecentes
Depois brinca comigo, ri do meu umbigo
E me crava os dentes
Eu sou sua menina, viu?
E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha
Do bem que ele me faz
O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
Que me deixa maluca
Quando me roça a nuca
E quase me machuca
Com a barba mal feita
E de pousar as coxas
Entre as minhas coxas
Quando ele se deita
O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
De me fazer rodeios
De me beijar os seios
Me beijar o ventre e me deixar em brasa
Desfruta do meu corpo
Como se o meu corpo
Fosse a sua casa
Eu sou sua menina, viu?
E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha
Do bem que ele me faz
Forró na Gafieira
Participação especial: Alcione
De Volta Pro Aconchego
(Dominguinhos,Nando Cordel)
Estou de volta pro meu aconchego
Trazendo na mala bastante saudade
Querendo um sorriso sincero
Um abraço,
Para aliviar meu cansaço
E toda essa minha vontade
Que bom,
Poder tá contigo de novo,
Roçando o teu corpo e beijando você,
Prá mim tu és a estrela mais linda
Seus olhos me prendem, fascinam,
A paz que eu gosto de ter.
É duro, ficar sem você
Vez em quando
Parece que falta um pedaço de mim
Me alegro na hora de regressar
Parece que eu vou mergulhar
Na felicidade sem fim
Recife Nagô
Participação especial: Chico César
Queixa
(Caetano Veloso)
Participação especial: Lenine
Um amor assim delicado
Você pega e despreza
Não devia ter despertado
Ajoelha e não reza
Dessa coisa que mete medo
Pela sua grandeza
Não sou o único culpado
Disso eu tenho a certeza
Princesa, surpresa, você me arrasou
Serpente, nem sente que me envenenou
Senhora, e agora, me diga onde eu vou
Senhora, serpente, princesa
Um amor assim violento
Quando torna-se mágoa
É o avesso de um sentimento
Oceano sem água
Ondas, desejos de vingança
Nessa desnatureza
Batem forte sem esperança
Contra a tua dureza
Princesa, surpresa, você me arrasou
Serpente, nem sente que me envenenou
Senhora, e agora, me diga onde eu vou
Senhora, serpente, princesa
Um amor assim delicado
Nenhum homem daria
Talvez tenha sido pecado
Apostar na alegria
Você pensa que eu tenho tudo
E vazio me deixa
Mas deus não quer que eu fique mudo
E eu te grito esta queixa
Cravo Vermelho
Ciranda da Rosa Vermelha
(Alceu Valença)
Participação especial: Spok
Teu beijo doce
Tem sabor do mel da cana
Sou tua ama, tua escrava
Meu amor
Sou tua cana, teu engenho, teu moinho
Tu és feito um passarinho
Que se chama beija-flor
Sou tua cana, teu engenho, teu moinho
Tu és feito um passarinho
Que se chama beija-flor
Sou rosa vermelha
Ai! Meu bem querer
Beija-flor sou tua rosa
E hei de amar-te até morrer
Sou rosa vermelha
Ai! Meu bem querer
Beija-flor sou tua rosa
E hei de amar-te até morrer
Quando tu voas
Pra beijar as outras flores
Eu sinto dores
Um ciúme e um calor
Que toma o peito, o meu corpo
E invade a alma
Só meu beija-flor acalma
Tua escrava, meu senhor
Que toma o peito, o meu corpo
E invade a alma
Só meu beija-flor acalma
Tua escrava, meu senhor
Sou rosa vermelha
Ai! Meu bem querer
Beija-flor sou tua rosa
E hei de amar-te até morrer
Sou rosa vermelha
Ai! Meu bem querer
Beija-flor sou tua rosa
E hei de amar-te até morrer
Canta Coração
(Geraldo Azevedo)
Participação especial: Geraldo Azevedo
Canta, canta passarinho, canta, canta miudinho
Na palma da minha mão
Quero ver você voando, quero ouvir você cantando
Quero paz no coração
Quero ver você voando, quero ouvir você cantando
Na palma da minha mão
Na palma da minha mão tem os dedos tem as linhas
Que olhar cigano caminha procurando alcançar
A nau perdida, o trem que chega, a nova dança
Mata verde esperança, em suas tranças vou voar
Passarinho eu vou voar
Canta, canta passarinho, canta, canta miudinho
Na palma da minha mão
Quero ver você voando, quero ouvir você cantando
Quero paz no coração
Meu alegre coração é triste como um camelo
É frágil que nem brinquedo, é forte como um leão
É todo zelo, é todo amor, é desmantelo
É querubim, é cão de fogo, é Jesus Cristo, é lampião
Chorando e Cantando
(Geraldo Azevedo)
Participação especial: Geraldo Azevedo
Quando fevereiro chegar
Saudade já não mata a gente
A chama continua
No ar
O fogo vai deixar semente
A gente ri a gente chora
A gente chora
Fazendo a noite parecer um dia
Faz mais
Depois faz acordar cantando
Pra fazer e acontecer
Verdades e mentiras
Faz crer
Faz desacreditar de tudo
E depois
Depois amor ô, ô, ô, ô
Ninguém, ninguém
Verá o que eu sonhei
Só você meu amor
Ninguém verá o sonho
Que eu sonhei
Um sorriso quando acordar
Pintado pelo sol nascente
Eu vou te procurar
Na luz
De cada olhar mais diferente
Tua chama me ilumina
Me faz
Virar um astro incandescente
O teu amor faz cometer loucuras
Faz mais
Depois faz acordar chorando
Pra fazer acontecer
Verdades e mentiras
Faz crer
Faz desacreditar de tudo
E depois
Depois do amor ô, ô, ô, ô
Veja (Margarida)
(Vital Farias)
Veja você
Arco-íris já mudou de cor
E uma rosa nunca mais desabrochou
E eu não quero ver você
Com esse gosto de sabão na boca
Arco-íris já mudou de cor
E uma rosa nunca mais desabrochou
E eu não quero ver você
E eu não quero ver
Veja meu bem
Gasolina vai subir de preço
E eu não quero nunca mais seu endereço
Ou é o começo do fim
Ou é o fim
Eu vou partir
Pra cidade garantida proibida
Arranjar meio de vida Margarida
Pra você gostar de mim
Essas feridas da vida Margarida
Essas feridas da vida amarga vida
Pra você gostar
Chão de Giz
(Zé Ramalho)
Participação especial: Zé Ramalho
Eu desço dessa solidão
Espalho coisas sobre um chão de giz
Há meros devaneios tolos a me torturar
Fotografias recortas em jornais de folhas, amiúde…
Eu vou te jogar num pano de guardar confetes
Disparo balas de canhão é inútil pois existe um grão-vizir
Há tantas violetas velhas sem um colibri
Queria usar quem sabe uma camisa de força ou de vênus
Mas não vou gozar de nós apenas um cigarro
Nem vou lhe beijar gastando assim o meu batom
Agora pego um caminhão na lona vou a nocaute outra vez
Pra sempre fui acorrentado no seu calcanhar
Meus vinte anos de “boy” that’s over baby! Freud explica
Não vou me sujar fumando apenas um cigarro
Nem vou lhe beijar gastando assim o meu batom
Quanto ao pano dos confetes já passou o meu carnaval
E isso explica porque o sexo é assunto popular
No mais estou indo embora
No mais estou indo embora
Admirável Gado Novo
(Zé Ramalho)
Participação especial: Zé Ramalho
Vocês que fazem parte dessa massa
Que passa nos projetos do futuro
É duro tanto ter que caminhar
E dar, muito mais do que receber
E ter que demonstrar sua coragem
À margem do que possa aparecer
E ver que toda essa engrenagem
Já sente a ferrugem lhe comer
Ê, ô, ô vida de gado
Povo marcado
Povo feliz
Lá fora faz um tempo confortável
A vigilância cuida do no normal
Os automóveis ouvem a notícia
Os homens a publicam no jornal
Que correm através da madrugada
A única velhice que chegou
Demoram-se na beira da estrada
E passam a contar o que sobrou
O povo foge da ignorância
Apesar de viver tão perto dela
E sonham com melhores tempos idos
Contemplam essa vida numa cela
Esperam nova possibilidade
De verem este mundo se acabar
A “Arca de Noé”, o dirigível
Não voam, nem se pode flutuar
Não voam, nem se pode flutuar
Não voam, nem se pode flutuar
Chuva de Sombrinhas
(Nena Queiroga, André Rio)
Participação especial: André Rio
A terra vai tremer
Quando o Galo passar
Fazendo estremecer, o chão da praça
Não vai sobrar pedra sobre pedra
Quando a orquestra tocar
Chamando toda a nação
Do meu Brasil pra ver
Que só aqui que tem
Que só aqui que há
Duda no frevo, Alceu,
Antônio Nóbrega
Que só aqui que tem
Que só aqui que há
Rio de passos, chuva de sombrinhas
O coco da Selma, a ciranda de lia
O passo da ema, a cobra a passar
O frevo fervendo ao sol do meio dia
Quarenta graus de vassourinha
Ai que calor ô ô
Ai que calor ô ô
Ai que calor ô ô ô ô ô
Tropicana (Morena Tropicana)
(Alceu Valença)
Frevo Mulher
(Zé Ramalho)
Quantos aqui ouvem
Os olhos eram de fé
Quantos elementos
Amam aquela mulher
Quantos homens eram inverno
Outros verão
Outonos caindo secos
No solo da minha mão
Gemeram entre cabeças
A ponta do esporão
A folha do não-me-toque
O medo da solidão
Veneno meu companheiro
Desata no cantador
E desemboca no primeiro
Açude do meu amor
É quando o tempo sacode a cabeleira
A trança toda vermelha
Um olho cego vagueia
Procurando por um


