novembro de 2010
“Com bravura, a cantriz impôs seu canto forte, torto e agreste ao Brasil “
29 de novembro de 2010
O jornalista Mauro Ferreira escreveu uma crítica super bonita sobre o novo cd de Elba. Leia a crítica aqui no site!
“A paraibana Elba Ramalho é leoa do Norte. Com bravura, a cantriz impôs seu canto forte, torto e agreste ao Brasil em rota migratória que começou com sua vinda para o Rio de Janeiro (RJ) em 1974, passou pela participação na montagem original da Ópera do Malandro em 1978 e atingiu ponto de relevância em 1979 com a gravação e edição de seu primeiro álbum, Ave de Prata.
É no lançamento deste disco de alma nordestina que Elba estabelece o marco zero de sua carreira fonográfica, que completou 30 anos em 2009. A festa comemorativa dessas três décadas foi feita com atraso em 12 de março de 2010, quando Elba subiu ao palco armado no Marco Zero para apresentar espetáculo produzido em menos de um mês. O Marco Zero é um local emblemático do Centro Histórico de Recife (PE), cidade que sempre acolheu muito bem os discos e os shows da cantora vizinha, além de ter lhe dado apoio institucional para viabilizar o registro dessa festa dos 30 anos que, a rigor, já são 31.
A gravação do show originou o CD e DVD Marco Zero – Ao Vivo, postos nas lojas pela gravadora Biscoito Fino entre outubro (o CD) e novembro (o DVD). Por não ser duplo, o CD dá ao ouvinte vaga ideia do que foi o show, apresentando 14 dos 24 números fora da ordem original do roteiro. Já o DVD é retrato fiel do resistente canto de Elba e, apesar de não ter tom exatamente retrospectivo, enfileira alguns sucessos que marcaram época na voz (hoje menos potente e mais trabalhada) da cantora ao longo desses 31 anos. E Elba faz sua festa com a presença de convidados que, acima de tudo, são amigos colecionados nessa trajetória guerreira.
Com Geraldo Azevedo, Elba revive com afeto Canta Coração – música de Geraldo que abriu o LP Ave de Prata e que tinha sido praticamente esquecida pelaa intérprete nos últimos 20 anos – e a sempre bela Chorando e Cantando, parceria de Geraldo com Fausto Nilo gravada por Elba em Remexer (1986), um de seus álbuns mais ousados (infelizmente fora de catálogo há anos). Com Zé Ramalho, com quem Elba não dividia o palco há seis anos, o reencontro acontece na já batida Chão de Giz – canção que já foi registrada em disco de forma mais sedutora por Elba – e em Admirável Gado Novo. Este aboio épico lançado por Zé em 1979 já tinha sido cantado por Elba em shows, mas nunca havia sido gravado pela Leoa. Infelizmente, o dueto com Zé na música ganha inadequado tom (quase) festivo que contrasta com a natureza dos versos desoladores. Com Lenine, compositor que Elba avalizou anos antes de o artista pernambucano cair nas graças da crítica carioca, o dueto expansivo é em Queixa, música de Caetano Veloso (de 1982) que não chega a soar como “uma coisa diferente”, como Elba a anuncia em cena, pelo fato de Maria Bethânia já ter revivido a mesma canção, em registro introspectivo, no roteiro de Amor Festa Devoção, show estreado em outubro de 2009 (Queixa, como tem revelado Elba em entrevistas, entrou no roteiro por sugestão de Lenine)”. Mauro Ferreira

A única real surpresa do roteiro é o maracatu Recife Nagô (J. Michiles), cantado por Elba na companhia de Chico César. Escorado na força dos tambores, o número soa mais animado do que o Forró na Gafieira (Rosil Cavalcanti), dividido por Elba com Alcione, convidada também de uma abordagem de O Meu Amor (Chico Buarque) que se ressente da ausência de atmosfera teatral que valorizasse o tema, cantado originalmente por Elba em dueto com a atriz Marieta Severo na Ópera do Malandro (1978).
Entre incursões pelo repertório de Alceu Valença (Anunciação e Tropicana), Elba recebe a cantora pernambucana Cristina Amaral no Forró do Xenhenhem (fecho de medley forrozeiro iniciado com Plic Plac, de João Silva, e desenvolvido com Forró Pesado, sucesso do Trio Nordestino), anuncia o cantor paraibano Flávio José na já desgastada Espumas ao Vento, direciona os holofotes para o sanfoneiro Cezinha (cuja voz lembra a de Dominguinhos na balada É Só Você Querer) e faz dueto com André Rio no frevo Chuva de Sombrinhas. Entre tantos convidados, Elba põe no ritmo do xote a toada Gostoso Demais (Dominguinhos e Nando Cordel), pede que a multidão estimada em 200 mil pessoas cante a toada De Volta pro Aconchego (outra joia romântica de Dominguinhos com Nando Cordel) – sendo prontamente atendida pelo público – e voa em rota mais baixa pelo Pavão Mysteriozo sem os tons operísticos e a imponência impactante com que abordava a música de Ednardo no show Leão do Norte (1996).
Mas tudo é festa para a leoa Elba no palco do Marco Zero. Guerreira, ela comunga com seus fãs em músicas como Veja Margarida (Vital Farias), já certa de que venceu a batalha para projetar sua voz e seu Nordeste na cena brasileira. Bravo!!” Mauro Ferreira
Lançamento no RJ!
25 de novembro de 2010
Atenção galera! Já estão vendendo os ingressos para o lançamento do novo projeto da Elba no Rio de Janeiro.
O show será no dia 08 de janeiro de 2011, no Vivo Rio. Garanta já o seu lugar, compre aqui.
Faixa a faixa com Elba: Alceu Valença
24 de novembro de 2010
Para marcar o lançamento de seu novo projeto “Elba Marco Zero Ao Vivo”, a equipe do site fez uma longa entrevista com a Elba, onde ela comentou sobre todas as faixas de seu novo cd e dvd.
Começando os os trabalhos , Elba falou sobre a música que abre o disco, “Anunciação”, de Alceu Valença. Ela aproveitou para falar de sua admiração por Alceu, de quem se confessa “fã incondicional” e sobre “Morena Tropicana”, outra composição do amigo presente no projeto.
Assista!
Elba vai pra galera em Natal!
22 de novembro de 2010
O Teatro Riachuelo é uma nova casa de espetáculos em Natal. Elba teve a honra de ser uma das primeiras artistas a se apresentar no local, neste último final de semana. Ela cantou todos os seus sucessos e colocou todo mundo para dançar.
Neste vídeo, a interpretação de “Na base da chinela”, um clássico de Jackson do Pandeiro e aqui outro momento emocionante do show, quando Elba foi cantar no meio da plateia. E para ver as fotos de como foi a noite, clique aqui.
Matéria de capa!
16 de novembro de 2010
Nesta segunda (15 nov), o jornal carioca O Globo publicou uma matéria na capa do seu caderno cultural sobre os 30 anos de carreira da Elba.
Leia matéria aqui ou sua transcrição abaixo.
RIO – Elba Ramalho está festejando 30 anos de carreira. Mas há controvérsias. Para justificar a festa, ela considera como marco zero de sua trajetória o lançamento de seu primeiro disco, “Ave de prata”. Um LP produzido pela CBS e que já tinha em seu repertório compositores que fariam parte de toda a trajetória da cantora, como Dominguinhos, Zé Ramalho, Geraldo Azevedo e Jackson do Pandeiro. A questão é que, na verdade, “Ave de prata” chegou às lojas de discos em 1979. Elba, portanto, estaria completando 31 anos de carreira.
Ela nem liga. E, para coroar a comemoração, está lançando um CD e um DVD com a gravação ao vivo do show que fez em Recife, em março deste ano, para celebrar o aniversário da cidade e, por tabela, os tais 30 anos de carreira. Batizou tudo justamente de “Marco zero” e desfiou um repertório de sucessos do qual fazem parte “De volta pro aconchego”, de Dominguinhos e Nando Cordel; “Banquete dos signos”, de Zé Ramalho; e “Canta coração”, de Geraldo Azevedo e Carlos Fernando. Esta última foi o maior sucesso de “Ave de prata” e o primeiro estouro dos muitos estouros de Elba.
- Eu não sabia, de fato, o que era gravar disco – diz, hoje, a cantora. – Meu primeiro disco tem força, tem uma sonoridade interessante, mas eu não estava preparada.
- Ninguém estava preparado para gravar com a nova tecnologia da época – atesta o produtor do LP, Carlos Sion. – Estávamos começando a usar estúdios com 16 canais, podíamos refazer instrumentos em canais diferentes. Poderia ter saído melhor. Mas tudo, na época, poderia ter saído melhor. O disco tem muita energia, não tem maquiagem. É um clássico, um disco para colecionadores.
“Os tempos mudaram. Isso obriga a gente a ser mais criativa. A gente fica mais motivada. Eu sobrevivo de shows”
Entre os pontos altos do disco que o teriam transformado em clássico, Sion lembra o solo de guitarra de Lulu Santos em “Kukukaya”, de Cátia de França. Cita ainda o naipe de compositores que não se esperaria encontrar no disco de uma cantora regional, como Novelli e Márcio Borges (“Razão de paz”), David Tygel e Cacaso (“Cartão postal”), Walter Franco (“O dia do criador”) e Vinícius Cantuária (“Filho das Índias”).
- Tem ainda um dos melhores fonogramas que já produzi: o de “Ave de prata”, de Zé Ramalho. É Elba com cordas. Ela está cantando muito. É espetacular. As pessoas implicavam com a forma como Elba ou Fagner cantavam. Diziam que eles tinham voz de taquara rachada. Nós é que tínhamos que aprender a trabalhar com vozes que não eram o padrão comercial da MPB. Trabalhar com o registro médio, diminuir o agudo… Tínhamos que aprender a trabalhar com o diferente. Esse disco mostra isso. E mostra que o cantor vindo do Nordeste não precisava cantar só forró.
“Ave de prata” foi o ponto de partida de uma carreira que levou Elba a cantar no Olympia de Paris, no Blue Note de Nova York, na Brixton Academy de Londres e, claro, no Canecão aqui do Rio mesmo. Foram 30 (ou 31) anos, 30 discos e mais de seis milhões de discos vendidos. Elba é do tempo em que as gravadoras eram poderosas e os artistas vendiam milhões.
- Antigamente, eu já saía com cem mil discos vendidos. Era disco de ouro antes de chegar às lojas. Eu fazia show quase todo dia. E ainda tinha a televisão, com o programa do Chacrinha e o “Globo de Ouro”. O “Fantástico” exibia três clipes musicais a cada edição. A gente tinha os veículos de comunicação a nosso favor. A força da internet acabou com o mundo fonográfico – diz Elba.
Ela se lembra de uma lenda desses tempos, o João da Condil. Era um empresário que possuía 80 lojas de disco no Nordeste:
- Só com as compras dele eu já ganhava um disco de ouro. João quebrou. Os tempos mudaram. Isso obriga a gente a ser mais criativa. A gente fica mais motivada. Eu sobrevivo de shows. Existe no mercado corporativo uma lista de dez nomes de artistas que dão certo para animar convenções: Jorge Ben, Ivete Sangalo, Daniel… Eu estou entre esses dez nomes. Eles sabem que, no meu show, o povo da convenção vai se divertir.
No Superpop!
11 de novembro de 2010
Elba esteve esta semana no programa SuperPop, apresentado por Luciana Gimenez, para divulgar seu novo cd “Marco Zero Ao Vivo”. Perdeu o programa? É só clicar e assistir!
Marco Zero Ao Vivo: 30 anos de Elba
05 de novembro de 2010
Em entrevista exclusiva para o site, Elba faz uma breve apresentação do seu novo disco, o Marco Zero Ao Vivo.
Nas próximas semanas, exibiremos vários vídeos da cantora falando sobre cada faixa do disco e também do DVD, que em breve estará nas lojas.
Casuarina e roda de samba
03 de novembro de 2010
Acompanhe a performance da cantora!
Junto com o grupo Casuarina, ela cantou o sucesso Morena de Angola, de Chico Buarque.
O show aconteceu na Fundição Progresso, no dia 2 de novembro. Era uma comemoração do aniversário do grupo.
A vibração de Elba e Lenine
03 de novembro de 2010
No dia 22 de Outubro, Elba participou do encerramento da Turnê Labiata do cantor e compositor Lenine. Quer ver as fotos?
Juntos, eles cantaram “Leão do Norte”, uma das canções que fez mais sucesso no início da carreira da cantora. Os dois vibraram muito no palco e o público pulou sem parar. Quando os amigos de longa data se encontram é uma felicidade só!

Confira na galeria de fotos




