Elba Ramalho

abril de 2009

‘Bordado em chitas e enfeitado de fitas’

30 de abril de 2009

Leia a seguir texto de autoria da cantora sobre “Balaio de Amor” escrito especialmente para o encarte do disco.

“A ideia de cantar o nordeste pelo afeto e abraço de seus grandes e contemporâneos poetas, músicos e arteiros da festa, não só realiza um sonho antigo como atesta o amor; canteiro florido que carrego no peito pela música e pelo meu povo.

Disco repleto de xotes e baiões, choro e canções, bordado em chitas e enfeitado de fitas a colorir nossas festas, coroando de alegria nossos corações.

Na dor ou na alegria, sempre procurei fazer do meu canto o veio mais seguro e salutar de reverenciar essa grande nação nordestina, minha eterna fonte de inspiração. Neste ano em que comemoro 30 anos de carreira, meus olhos buscam mais uma vez o infinito de suas paisagens áridas, mas perfumadas de esperança.

Diante de um mercado urgente e displicente, torna-se alimento eficiente a sanfona, a zabumba e o triângulo, mestres de cerimônia nesse cardápio de saborosos instrumentos, tradução eterna do nosso próprio retrato.

A sanfona está nas mãos de um jovem e brilhante músico, Cezinha, também produtor deste disco e parceiro de todas as horas. A ele toda a minha gratidão e o beijo mais doce. Obrigada por traduzir meus sentimentos em um disco tão bonito.

Agradeço aos músicos e técnicos que fizeram com que tudo se tornasse real.

Do sertão à cidade, os nomes aqui assinalados são da mais alta estirpe!

Com amor e paixão! Assim se faz a história de um povo, de uma nação.

Bem e paz,
Elba Ramalho.”

Balaio de Amor chega às lojas

28 de abril de 2009

O novo disco de Elba Ramalho pode ser encontrado online e em lojas em todo o Brasil! Saiba onde comprá-lo.

Os internautas que optarem por comprar o CD online podem encontrá-lo no site da Biscoito Fino e nas páginas da Livraria Cultura e da Saraiva.

E quem preferir comprar nas lojas, “Balaio de Amor” está disponível em diversos locais Brasil afora. Seja na Livraria Cultura, Saraiva, ou em quiosques da Biscoito Fino e pontos de venda da gravadora.

Encontre abaixo a loja mais próxima de você:

Quiosques e pontos de venda da Biscoito Fino

Livraria Cultura

Saraiva

Compre já o seu!

Os fãs entrevistam Elba Ramalho!

24 de abril de 2009

O que você gostaria de saber sobre “Balaio de Amor”? Escreva sua pergunta sobre o novo disco na área de comentários desta notícia.

Você está ansioso para conhecer o novo disco de Elba? Pois então aproveite esta oportunidade única: liberte o jornalista que há dentro de você e participe de uma entrevista coletiva que será composta por perguntas dos internautas.

Escreva nos comentários abaixo sua pergunta. E fique ligado! A entrevista será publicada em breve no site! Não deixe de participar e envie logo sua mensagem!

Trilha de ‘Ópera do Malandro’ faz 30 anos

23 de abril de 2009

E Elba Ramalho relembra Lucia, personagem que encarnou na peça de Chico Buarque, em entrevista à agência de notícias alemã Deutsche Welle.

Elba Ramalho relembra os tempos da “Ópera do Malandro”
por Felipe Tadeu

Deutsche Welle: Que lembranças você guarda da Ópera do Malandro?

Elba Ramalho: Tenho muitas lembranças e todas elas boas, porque fazer a peça foi um momento muito marcante para mim. A atuação no espetáculo foi um divisor de águas na minha carreira, porque foi ali que cheguei no limite de decidir trilhar um novo caminho, motivada pela aproximação com Chico Buarque, pela minha estreia como cantora no disco dele (de 1978) cantando O Meu Amor, e como consequência da minha atuação com Marieta Severo.

Até hoje, canto O Meu Amor nos shows e o filme [de Ruy Guerra] que veio depois da peça também foi marcante. Assim como o encontro com Cacá Rosset e com Luiz Antônio Martinez Corrêa, que gerou o Ornitorrinco Canta Brecht e Weill, espetáculo que a gente acabou fazendo às segundas e terças-feiras.

Contracenar com todo aquele elenco da Ópera do Malandro –como Ary Fontoura, Maria Alice Vergueiro e Marieta Severo, e a própria amizade com o Chico – foi uma coisa bastante importante, que eu tenho sacramentada no meu coração.

Você já conhecia Chico Buarque antes de fazer a Ópera do Malandro?

Não, eu o conheci no palco do Teatro Ginástico, no primeiro encontro do elenco com ele. Estávamos todos os atores, todos da orquestra e o autor da peça. Chico olhou para mim e falou, “oi, você é a Lúcia?”. E eu respondi, “não, eu sou a Elba”. Aí foi um nervosismo só, porque eu me preparei para dar uma resposta boa e não falar besteira [risos]. Hoje eu me divirto quando conto essa história.

O que você fazia profissionalmente na época em que entrou no elenco?

Eu já era atriz. Faço teatro desde criança na Paraíba. Quando fiz a Ópera, eu já tinha 26 anos, mas nunca tinha tido oportunidade de fazer uma peça que tivesse tanta projeção na mídia, de contracenar com Marieta Severo, e de estar numa peça de Chico Buarque. Chico é Chico, a vida toda foi assim, mas naquele ano de 1978 havia muita expectativa porque ele vendia milhões de discos. Fazer parte daquele elenco foi realmente um privilégio, um upgrade na minha carreira.

Quando o musical estreou, o Brasil ainda estava amargando a ditadura militar. Vocês sofreram algum tipo de pressão por parte dos “homens da lei”?

De eles participarem dos ensaios, não, pois isso já havia acabado, embora a censura ainda atuasse camufladamente. Mas a Ópera do Malandro teve problemas com a censura, sim. Na canção O Meu Amor, por exemplo, Chico teve que trocar alguns versos, como “de me beijar o sexo/ e o mundo sai rodando/ e tudo vai ficando/ solto e desconexo”.

A censura não aceitou, e ele teve que trocar para “de me deixar em brasa/ desfruta do meu corpo/ como se o meu corpo/ fosse a sua casa”. Mas não havia mais aquela opressão da presença deles no ambiente onde a gente estava fazendo o espetáculo. Eu até vivi isso antes, mas, salvo engano, não na época da Ópera do Malandro.

Você desempenhou o papel da prostituta Lúcia. Quem escolheu o personagem, você mesma ou o Chico?

Eu fui chamada para fazer o personagem pelo diretor do espetáculo, o Luiz Antonio. Depois, no cinema, quando o Chico me convidou para fazer o filme, ele trocou meu personagem, que acabou virando Margô. Ele próprio falou que ia aumentar o texto e a minha atuação e acabou compondo Palavra de Mulher, que também é um momento inesquecível na minha carreira musical.

Além do dueto com Marieta Severo em O Meu Amor, você cantava alguma outra canção na peça?

Só no final do espetáculo, quando todo mundo cantava junto uma saudação ao malandro.

É curioso que você nunca tenha gravado a música Geni e o Zepelim, que fazia parte da trilha sonora da peça e era o clímax de seus shows no começo de carreira.

É, eu realmente não cheguei a gravar essa música. No teatro, ela era muito forte. Mas cheguei a gravar outra da trilha, que era Se Eu Fosse Teu Patrão, que cantei [em 1983] junto com o Chico. Eu tive vários encontros com ele gravados, como Não Sonho Mais, que ele fez para um outro filme [República dos Assassinos, de Miguel Faria Jr.], e que eu acabei incluindo no meu primeiro disco.

Você também é uma atriz de grande prestígio, que tem inclusive em comum com Chico Buarque o fato de ter trabalhado em Morte e Vida Severina, de João Cabral de Mello Neto. Você acha que tomou a decisão certa ao priorizar a carreira de cantora, deixando as artes dramáticas para segundo plano?

Eu tinha que fazer música de alguma forma. Não poderia continuar só no teatro, a música tinha que acontecer na minha vida. Eu estou muito feliz com a escolha que fiz, que era a que eu tinha mesmo que fazer e que deu certo. Gosto de cantar, me realizo assim, e eu posso utilizar todos os elementos da dramaturgia, a liberdade cênica, a capacidade de improvisação que o teatro também sugere para os meus espetáculos como cantora. Tenho feito isso sempre.

O musical ainda percorreu diversas cidades do Brasil, depois da estreia no Rio de Janeiro. Por quanto tempo você atuou no elenco?

Por um ano. Na remontagem, eu já não participava mais. O tempo em que eu fiquei na peça foi quando ela estava no Rio. Quando ela foi para São Paulo, eu já tinha saído.

Você concorda que a trilha sonora conseguiu superar a qualidade da adaptação que Chico Buarque fez da peça de Bertolt Brecht e Kurt Weill?

Sim.

Hoje em dia, Chico Buarque anda mais entretido com a literatura do que com música ou teatro. Qual a faceta dele que você mais admira?

Eu gosto do Chico de qualquer jeito. Eu o acho um gênio. É o maior compositor do Brasil. Sua dramaturgia e seus romances também são excelentes. Só tenho elogios para ele, que é uma pessoa muito boa, desprovida de todo tipo de pretensão e de preconceito.

Reportagem publicada no site da agência de notícias alemã Deutsche Welle.

Extra! Elba escreve aos fãs!

20 de abril de 2009

“Continuo acreditando no poder divino e transcendental da música sobre muitas coisas ruins e inadequadas que ocorrem no mundo”. Elba escreveu um texto especialmente para os leitores do site! Confira a seguir!

“Este ano de 2009 está selado como o ano dos meus trinta anos de música. Não que trinta anos sejam suficientes para contar toda a minha história nos palcos e na vida. Não! Precisaria acrescentar outros tantos e um bocado de açúcar e sal como tempero e ainda assim alguns espaços ficariam vazios e ocultos (ou seria ocultados!?).

Desde o primeiro poema declamado sob pressão e nervosismo, encobertados pela longa túnica verde com babados de renda branco que me revestia o corpo e abafava no meu coração a explosão de uma grande emoção. O poema era Evocação do Recife, de Manoel Bandeira e o palco naquele instante mais parecia um abismo profundo e inebriante. Tinha 14 anos e nenhuma noção clara do que era ser artista. Mas, a vida tem seus mistérios, e décadas depois ainda não consigo desvendá-los. Este é o grande segredo de Deus e Sua infinita bondade presente em cada um de nós.

Sei apenas que continuo acreditando no poder divino e transcendental da música sobre muitas coisas ruins e inadequadas que ocorrem no mundo. Sei também que o tempo é nosso eterno aliado e em nada podemos forjar o que não somos ou fugir daquilo que fomos convocados a realizar. “Há diversidade de dons, mas o espírito é o mesmo”.

Aqui estou para recomendar àqueles que me acompanham e aos que ainda não me conhecem o meu novo disco, que sai em poucos dias, numa parceria com a Biscoito Fino, cujo título é o seguinte: BALAIO DE AMOR. Alegre e apaixonado, é um disco que fala de amor, na sua mais completa tradução.

Vai rolar a festa, gente! Confie e se entregue.

BALAIO DE AMOR está recheado de xotes e baiões, além do belo choro de Dominguinhos e Fausto Nilo, Ilusão nada Mais.

Atenção para os compositores, todos nordestinos e grandes. Chico Bezerra, Acioly Neto, Maciel Melo, Dominguinhos, Rogério Rangel, Petrucio Maia, Antonio Barros e Cecéu, Terezinha do Acordeon, Flavio Leandro e o grande sanfoneiro, Cezinha, que assina comigo a produção do disco.

Mais uma vez, aquele abraço para a minha nação nordestina, reverenciada como a fonte de inspiração no meu trabalho, conclamando, no entanto, a cada cidadão deste belo Planeta azul a cantar junto e ser feliz. É tempo de amor e paz em cada coração.

Beijos de bem e paz!
Elba Ramalho”

Momentos do show no Rival

18 de abril de 2009

Assista a vídeos exclusivos do show acústico de Elba Ramalho no Teatro Rival, no Rio de Janeiro! Na nova galeria de fotos, mais registros da apresentação.

Veja no vídeo abaixo a interpretação da cantora para “Camisa Amarela”, música de Ary Barroso:

Abaixo, o momento em que Elba canta “Miss Celie’s Blues”, do músico americano Quincy Jones.

Elba Ramalho canta “Camisa Amarela”

17 de abril de 2009

Em breve, Balaio de Amor!

16 de abril de 2009

O tão aguardado lançamento do disco de Elba Ramalho já tem data: 27 de abril. Os fãs poderão encontrar o CD no site da Biscoito Fino (a pré-venda já está disponível) e em quiosques do selo em todo o Brasil.

Para celebrar os 30 anos de carreira, Elba preparou um disco especial: “Balaio de Amor” reúne xotes e baiões, alguns inéditos e muitos já conhecidos da cultura nordestina. Entre os compositores gravados estão Accioly Neto, Xico Bezerra, Maciel Melo, Petrúcio Amorim. As faixas inéditas são composições dos artistas Nando Cordel e Dominguinhos.

Quem assina a produção do disco é Cezinha do Acordeon, considerado um dos maiores sanfoneiros brasileiros da atualidade.

Em breve, mais informações sobre o lançamento! Veja aqui no site o depoimento de Elba sobre o Balaio de Amor e o making-of da capa do disco.

‘Um show cativante’

15 de abril de 2009

O jornalista Mauro Ferreira escreveu uma resenha que não poupa elogios ao show de Elba Ramalho no Teatro Rival, no Rio de Janeiro. Leia na íntegra aqui no site.

O canto torto de Elba cresce em show acústico

” ‘…Eu quero que esse canto torto feito faca corte a carne de vocês’, perfurou a voz de Elba Ramalho, em diálogo com a guitarra de Marcos Arcanjo, ao reviver A Palo Seco (Belchior), o primeiro grande número do show acústico que a cantora estreou na noite de ontem, 14 de abril de 2009. Maturado pelos 30 e poucos anos de uma carreira urdida com sonho e sangue, o canto torto de Elba brilha neste espetáculo mais íntimo e pessoal. Elba entrou mal em cena, cantando Como 2 e 2 (Caetano Veloso), mas logo encontrou seu tom e seu público. O resultado foi um show cativante que, mesmo após duas horas de duração, deixou na platéia um gosto de quero mais e teve o mérito de apresentar músicas do ainda inédito CD Balaio de Amor, nas lojas no início de maio pela gravadora Biscoito Fino. Me Dá seu Coração (Accioly Neto) e É Só Você Querer (Nando Cordel) sinalizaram a pegada popular do vindouro disco de xotes, toadas e baiões de (fortes) tonalidades românticas.

A intérprete divide a cena com trio azeitado. Além de cantar É Só Você Querer em dueto com Elba, entrando no jogo de sedução proposto pela cantora e soltando sua voz que evoca o timbre de Dominguinhos, Cezinha do Acordeom se mostra seguro na sanfona, instrumento que se destaca na releitura de Gostoso Demais, a toada de Dominguinhos e Nando Cordel na qual a cantora injeta a pegada do xote e do baião. Marcos Arcanjo responde pela guitarra, pelo violão e pelos arranjos. Elber Caldas, o Anjo, comanda a percussão sutil e suave. Entrosado, o trio arma a cama para que Elba deite e role em roteiro que evita os hits obrigatórios (Chão de Giz e Banho de Cheiro, no fim, são as exceções) em favor de um repertório inédito da voz da intérprete. Entre músicas do estupendo álbum Qual o Assunto que Mais lhe Interessa? (2007), como Noite Severina e A Natureza das Coisas, Elba cai dengosa no samba de Bororó (Curare), veste bem a Camisa Amarela de Ary Barroso e reafirma sua vivacidade ao saborear o já mastigado Chiclete com Banana. No tabuleiro da paraibana, tem também Doce de Coco – o choro de Jacob do Bandolim letrado por Hermínio Bello de Carvalho – e blues, Miss Celie’s Blues, tema herdado do show Popular Brasileira (1989).

Na sequência, ainda surpreendente, Elba tenta esboçar paralelo entre as obras de Chico Buarque e Cole Porter antes de emparelhar Todo o Sentimento – num arranjo inspirado que abre espaço para intervenções do violão de Arcanjo e do acordeom de Cezinha – e Ev’ry Time We Say Goodbye, que, na voz curtida da intérprete, quase vira uma daquelas toadas melancólicas de Dominguinhos. De quem, aliás, Elba revive Retrato da Vida, bissexta parceria do sanfoneiro com Djavan. É um número de voz-e-acordeom, assim como Dia Branco é o momento voz-e-violão. Em forma vocal, sem precisar baixar os tons, a atriz que virou cantora revive ainda cenas de sua história teatral com Chico Buarque. O Meu Amor, Palavra de Mulher e Folhetim formam o que Elba chama em cena de “trilogia de Chico”. Novidade na voz da artista, a abolerada Folhetim é pretexto para que a intérprete desça do palco e mexa com os homens da platéia. No fim, Elba ainda tira um coelho do Cartola e entoa O Mundo É um Moinho para deleite da platéia carioca. Menos perfurante do que na estreia fonográfica da artista, há 30 anos, o canto torto de Elba somente cresceu com o tempo. A ponto de hoje não precisar de produções retumbantes como as dos (ótimos) shows do passado para segurar a atenção da platéia…”.

Resenha publicada no blog Notas Musicais, do jornalista Mauro Ferreira.

Temporada no Teatro Rival

15 de abril de 2009

A estreia do show acústico no Rio de Janeiro foi nesta terça (14), e os fãs ainda podem assistir na quarta e na quinta. A equipe do site esteve lá e conta por que você não pode perder.

É um show surpreendente: além de várias músicas de sua carreira, todas com novos arranjos acústicos, Elba mostrou para o público canções que gosta. Como ela mesmo disse, “aquelas que a gente canta no chuveiro”. Como um clássico de Cole Porter. Teve set só de Chico Buarque, sambas clássicos e homenagens aos seus compositores preferidos. Mais: o público teve uma prévia de algumas músicas que estarão em seu novo disco, “Balaio de Amor”.

Acompanhada de um trio – Cezinha (acordeom), Elder Caldas (percussão) e Marcos Arcanjo (violão e arranjos), mostrou inúmeras versões. Entre elas, as canções Miss Celie’s Blues (Quincy Jones, Rod Temperton e Lionel Richie) e Ev’ry Time We Say Goodbye (Cole Porter). Linda a versão de “Doce de Coco”, de Jacob do Bandolim, com interpretação inspirada na executada por Elizete Cardoso. Cartola foi lembrado com “O Mundo é um Moinho”.

A cantora também contou casos que marcaram sua carreira. Antes de apresentar a clássica “O meu amor”, da trilha da peça “Ópera do Malandro”, contou seu primeiro encontro com Chico Buarque. Tudo aconteceu nos idos 1978: ela estava na praia de Ipanema quando o diretor Sérgio Britto a chamou para interpretar Lúcia. “Corri para o orelhão para ver se conseguia o papel”. Com muito bom humor, Elba lembrou de seu nervosismo ao ser apresentada ao compositor. “Você é Lúcia”, disse Chico. E ela, nervosíssima. “Não, sou Elba”.

Ela ainda cantou “Palavra de Mulher”, feita especialmente para sua personagem, e terminou o trio de músicas do compositor com “Folhetim”, com uma interpretação inédita.

Veja abaixo o set list das músicas do show:

- Como 2 e 2 (Caetano Veloso)
- Gostoso Demais (Dominguinhos e Nando Cordel)
- A Palo Seco (Belchior)
- Onde Está Você? (Zezum)
- Noite Severina (Lula Queiroga e Pedro Luís)
- A Natureza das Coisas (Accioly Neto)
- Espumas ao Vento (Accioly Neto)
- É Só Você Querer (Nando Cordel)
- Curare (Bororó)
- Doce de Coco (Jacob do Bandolim e Hermínio Bello de Carvalho)
- Chiclete com Banana (Gordurinha)
- Camisa Amarela (Ary Barroso)
- Miss Celie’s Blues (Quincy Jones, Rod Temperton e Lionel Richie)
- Todo o Sentimento (Cristóvão Bastos e Chico Buarque)
- Ev’ry Time We Say Goodbye (Cole Porter)
- Canção da Despedida (Geraldo Azevedo e Geraldo Vandré)
- Dia Branco (Geraldo Azevedo)
- Retrato da Vida (Dominguinhos e Djavan)
- Chão de Giz (Zé Ramalho)
- Veja Margarida (Vital Farias)
- O Meu Amor (Chico Buarque)
- Palavra de Mulher (Chico Buarque)
- Folhetim (Chico Buarque)
- O Mundo É um Moinho (Cartola)
- Banho de Cheiro (Carlos Fernando)
- De Volta pro Aconchego (Dominguinhos e Nando Cordel)
- Me Dá seu Coração (Accioly Neto)

Em breve, você verá fotos e vídeos exclusivos no site!